Como seria o mundo sem o Rock and Roll?

O rock foi (e, até certo ponto, continua a ser) uma revolução de costumes. Mas, suponhamos que esse estilo musical nunca tivesse existido, como seria o mundo sem ele?

Bem, guardadas as suas devidas proporções, temos que pensar no gênero rock além da esfera musical, e sim, em todas as esferas culturais.

Herom Vargas, professor de história da cultura da Universidade Metodista de São Paulo, em entrevista à Superinteressante, disse que “a maior contribuição do rock para a sociedade foi a libertação do corpo em todos os sentidos”.

“Estaríamos fadados a não fazer amor antes do casamento, a não nos rebelar contra padrões sociais preestabelecidos e enfrentaríamos barreiras até para experimentações estéticas corriqueiras, como usar calça jeans e fazer tatuagens”, disse ainda.

Na realidade, sem o rock, não teríamos “descoberto” a adolescência. Na década de 50, no pós-guerra, os hábitos sociais obrigavam as crianças a passarem da infância para a fase adulta, sem nenhuma outra fase. O rock, por sua vez, trouxe a diversão e a rebeldias que essas fases precisavam.

Quando os primeiros acordes de Chuck Berry, Bill Haley e Elvis Presley começaram a ecoar nas rádios, o único parâmetro de música que os mais jovens tinham era Frank Sinatra. Nada contra o “chefão de olhos azuis”, mas, a juventude da época precisava se libertar das amarras do passado, já que tínhamos saído de um período histórico bastante turbulento.

E, o rock’n roll foi a resposta a esses anseios.

Foi o estilo que deu vazão a uma geração carente de ídolos iguais a eles, com quem pudessem se identificar, e que falassem a mesma linguagem. Nesse aspecto, o ícone James Dean foi perfeito: jovem, bonito, rebelde e morto precocemente, tendo a sua imagem eternamente jovial espalhada pelo mundo.

Os Anos Rebeldes! O Rock and Roll nos anos 60 era uma forma dos jovens extravasarem as diferenças politicas, o racismo e as desigualdades!

O poder agregador do rock

Politicamente, o rock também teve uma importância crucial, pois, não nos esqueçamos que o estilo é o amálgama entre duas vertentes: a cultura negra e a cultura branca norte-americanas.

E, na época, os EUA viviam uma segregação racial assustadora, com locais públicos sendo divididos para frequentação de negros e brancos. Então, imaginem vocês o choque que foi um cantor branco (Elvis) interpretando “música de negro”? Isso, inclusive, gerou uma situação, no mínimo, assustadora, mas, também interessante.

Quando a imagem do Rei do Rock ainda não era conhecida do grande público, ele deu uma entrevista para uma rádio, onde ele precisou “provar” para os ouvintes que era branco, após falar em qual escola estudou, já que esses lugares também eram divididos entre negros e brancos. Então, eis que integrantes da famigerada Ku Klux Klan começaram a cerca os estúdios da rádio para lincharem o jovem cantor. O locutor do programa, sabendo do que acontecia do lado de fora, “convocou” os fãs de Elvis a enxotarem os integrantes da Ku Klux Klan, e o que ocorreu é que, em pouco tempo, surgiu uma multidão em maior número que colocou o grupo racista pra correr!

Não que o rock tenha sido decisivo para o fim do Apartheid, mas, sem dúvida, foi um componente importante, por ter sido uma expressão cultural que uniu pessoas, então, separadas pela cor da pele.

Da Direita para a Esquerda: Willie Dixon, Little Richard, Bo Diddley e Chuck Berry.

Expressividade Politica

Pelo fato da rebeldia estar no DNA do rock, o estilo serviu de plataforma para a divulgação de muitas expressões que foram importantes para revoltas e manifestações populares que começaram a ser frequentes da década de 60.

Conceitos como socialismo e anarquismo encontraram a trilha sonora ideal. Ainda segundo Herom Vargas, “esse tipo de música desobedecia estéticas, com o ruído da guitarra e danças que punham os corpos a distância e cada vez mais soltos.

Essas rebeldias se juntaram a todas as outras: sociais, políticas, ideológicas…”. Os protestos, enfim, ficariam bem diferentes, e até (por que não?) apáticos.

Sexo!

E, dentre os costumes que mais foram alterados pelo surgimento do rock’n roll, está, sem dúvida, o comportamento sexual. Antes, sexo só depois do casamento, e da forma mais pudica possível. O rock trouxe a liberação sexual como um de seus componentes, desde os primeiro rebolados de Elvis, e chegando ao “libera geral” da era hippie.

O “amor livre” talvez nunca tivesse existido (pelo menos, como nós o conhecemos), tornando tudo bem mais careta, com certeza.

E aí, como seria a sua vida sem o Rock and Roll? Conte para gente aqui nos comentários o que este estilo musical transformou em sua vida!!

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