Rock in Rio – 10 Momentos Inusitados

Não tem como negar: o Rock in Rio virou um grande evento no calendário do povo brasileiro. Com a sua primeira edição em 1985, o evento marcou uma nova era no país. Depois de anos sem grandes festivais, principalmente de rock, o público da América do Sul pode ter a oportunidade de ver de perto grandes astros do rock e do pop pela primeira vez. O festival fez tanto sucesso que retornou em 1991 e 2001, sendo internacionalizado para a Europa no ano de 2004 em Lisboa. Entretanto, em 2011, uma década depois dos últimos shows na capital carioca, a Cidade do Rock voltou às suas origens e, agora em 2019, entra na sua oitava edição no País.

Ao longo desses mais de 30 anos de história, o festival foi cenário de acontecimentos memoráveis (como o inesquecível show do Queen em 1985, ou do Guns n Roses em seu auge em 1991). Como não poderia ser diferente, o evento também é marcado por muitos momentos inusitados. No post de hoje, vamos te ajudar a recordar algumas dessas muitas peripécias

Ozzy Osbourne, em 1985! Um dos principais nomes daquele Rock In Rio recheado de astros!

Ozzy, morcego e galinhas no palco 

Na primeira edição do Rock in Rio, um dos grandes nomes do rock foi confirmado levando os fãs à loucura: Ozzy Osbourne. O vocalista da icônica banda de heavy metal Black Sabbath tinha acabado de sair da reabilitação, tempos depois de ter comido – acidentalmente (ou não) – um morcego em cima do palco durante um show. Seu contrato, portanto, tinha uma cláusula muito especifica: o cantor não poderia devorar nenhum animal vivo no palco. Durante sua apresentação, o público provocou colocando uma galinha no palco. Entretanto, a ave sobreviveu, já que Ozzy apenas ignorou o bichinho. “Quando eu toquei no Rock In Rio, em 1985, jogaram uma galinha viva no palco! Ela ficou lá, sentadinha”, disse em entrevista ao “Fantástico”.

Sangue, suor e Iron Maiden

No primeiro Rock in Rio, o Iron Maiden definitivamente mostrou o peso do metal! O carisma e a entrega de seus membros fizeram da presença do Maiden no festival um acontecimento que mudou a concepção de como uma banda deve se comportar no palco.

Durante `Revelations’, logo no inicio do show o vocalista bateu o braço da guitarra contra o rosto, cortando o supercílio. Um filete de sangue escorreu sutilmente pelo rosto. A música não parou. “Quero todo mundo louco essa noite” berrava Bruce Dickinson.  Àquela altura, já eram cerca de 200 mil pessoas que lotavam o Maracanã, constituindo o maior público da carreira do Iron Maiden, recorde que nunca foi batido.

Globo explica o metal

Recebido como se fosse aberrações, os metaleiros tomaram grande parte da programação especial que a Tv Globo preparou para a transmissão do primeiro Rock in Rio em 1985. A repórter Maria Cristina Poli traçou um perfil: “Eles adoram de curtir o macabro e de cultivar o sonho de ser o pior possível. Quanto mais feio melhor. Quanto pior, mais bem cotado nesse universo de horrores”. Já Ilze Scamparini, em uma fase pré-Vaticano, ouviu de um dos roqueiros em 1991 que “Lúcifer traz energia”

Nem “toda nudez será castigada”

No Rock in Rio III (2001), Nick Oliveri, então baixista da banda Queens Of The Stone Age, decidiu tocar sem roupas e quase foi preso por atentado ao pudor. O Multishow, que já transmitia o festival na época, não conseguiu evitar e mostrou o pênis do músico por alguns segundos. Depois da apresentação, o baixista foi levado pelo juizado de menores O juiz Siro Darlan teve que explicar ao músico as leis brasileiras. Após o incidente, o músico alegou que via imagens do Carnaval brasileiro e imaginava que o povo não se importava tanto com nudez em público.

“Ninguém solta a mão de ninguém”

As bandas Raimundos, Skank, Jota Quest, O Rappa, Charlie Brown Jr. e Cidade Negra decidiram não participar da terceira edição do festival. O boicote foi liderado pelo Rappa, sob a alegação de que a organização não cumpriu o combinado em relação ao horário de sua apresentação. Em solidariedade aos cariocas, os outros grupos abandonaram o evento.

Baixista do Red Hot quase morre no palco

Durante uma entrevista ao Programa do Porchat, da TV Record, Dinho Ouro Preto comentou um episódio envolvendo Flea, baixista do Red Hot Chili Peppers, no no Rock in Rio 2011. Segundo Dinho, o músico quase morre carbonizado no show do Capital Inicial.

“Eles estavam vendo nosso show. E nesse ano fizemos efeitos pirotécnicos. Ele (Flea) estava tomando um chazinho encostado onde saía o fogo“, contou Dinho, se referindo às chamas cenográficas usadas na lateral do palco. Daí, para evitar o desastre, um roadie do Capital Inicial se jogou sobre Flea, empurrando-o com força. “O cara caiu de costas e levantou já subindo para a porrada. Mas aí a coisa explodiu, e ele entendeu o que tava acontecendo”, completou.

Souvenir da terra

A primeira edição do Rock in Rio, em 1985, deixou muitas memórias para os fãs do rock que puderam comparecer ao grande evento de música naquele ano. Entretanto, não foram apenas memórias que aquela Cidade do Rock deixou para o Rio de Janeiro, mas também um grande lamaçal! Na obra da Vila dos Atletas dos Jogos Olímpicos Rio 2016, região que recebeu a primeira edição do Rock in Rio, era possível encontrar pedaços de tênis, pulseiras e roupas da época da primeira edição. O que para muitos parece um monte de sujeira, para outros tornou-se um item valioso. Essa lama foi recolhida e compactada em uma embalagem especial que podia ser encontrada em 2015 nas lojas de souvenir do evento a um preço humilde de R$ 185,00.

As garrafadas em Carlinhos Brown

“Tá com sede?” Foi só Carlinhos Brown cantar “Água Mineral” para o público majoritariamente formado por metaleiros jogar o maior número de latinhas, garrafas e copinhos descartáveis em direção ao músico. Brown, na época, havia emplacado o sucesso “A Namorada” nas rádios, mas sua escalação no dia mais pesado do festival, em 2001, se mostrou um dos maiores equívocos da história do evento – e uma das cenas mais agonizantes do festival. É de se espantar a quantidade de água que os headbangers tomam, não é mesmo?

Chuva de Calcinha

 As histórias nos bastidores são as mais saborosas e impublicáveis. Na primeira edição, o guitarrista do Scorpions, Rudolph Schenker, foi alçado ao posto de “gato do festival”. O apresentador Amin Khader, na época produtor no backstage, foi categórico: “Todas queriam dar para ele”. No camarim do guitarrista, o clima era de festinha particular, com chuva de calcinhas. A festa era tanta que o músico entrou no palco animado demais e bateu com a cabeça em algum lugar. Deixou o Brasil com calcinhas na mala e pontos no supercílio.

C**** voador

Em 2015, um “stage dive” mal calculado quase rendeu um acidente mais sério durante o show do Faith no More. O vocalista Mike Patton quis saltar da passarela para cair sobre os fãs, mas calculou mal e aterrissou diretamente na grade que separa o público. Um fã que estava próximo chegou a gritar: “Morreu!”. Patton votou ao palco cambaleando, mas teve quem lembrasse de uma música da banda, com título em português: “Caralho Voador”

 

E você, lembra de outra historia interessante do Rock in Rio? Conte para nós aí nos comentários! =)

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