Thrash Metal: Os 35 Melhores Álbuns da História – Parte I

Muitos daqueles que nasceram depois dos anos 80, nunca imaginam o que representou para a história da música pesada o surgimento de um estilo agressivo de música. Esse estilo surgiu no começo dos anos 80 e ficou conhecido como thrash metal. A palavra thrash significa ‘açoite’,’chibatada’, palavras que definem a “violência” praticada pelo estilo.

Não é muito fácil conceitualizar o thrash metal. Mas tanto para os fãs antigos como para quem o toca, basicamente seria o peso do metal tradicional, aliado à velocidade extrema mas com melodias explícitas.

Bandas como Venom e Motorhead faziam, no início dos 80, um som agressivo e rápido, mas com pouca técnica e melodia. Mas o estilo se popularizou mesmo quando na região da Bay Area de San Francisco, surgiram algumas bandas que praticavam um som sujo e rápido como as citadas, mas com uma técnica infinitamente superior e até mesmo assustadora.

O primeiro grande nome a se destacar foi mesmo o Metallica, até porque seu disco “Kill’em All” foi lançado no começo de 1983, sendo o primeiro a trazer comercialmente ao público as características acima citadas. Outros nomes também do mesmo quilate despontaram como precursores do thrash como Slayer (cujo maior trabalho foi “Reign in Blood”), Anthrax(“Among the Living”), Testament (“New Order”), Megadeth (“Peace Sells…”), Exodus (“Bonded by Blood”) entre outros. Do outro lado do Atlântico pintavam também outras bandas que também incorporaram o primeiro pelotão do estilo como Kreator (“Endless Pain”), Destruction (“Infernal Overkill”), Sodom (“In the Sign of the Evil”), Tankard (“Chemical Invasion”) entre outros.

Vamos então à lista com os 35 melhores álbuns da historia do Thrash Metal.

Metallica – Kill em All (1983)

Ao lado do “Bonded by Blood” do Exodus que foi lançado um anos depois, constituem o marco zero do estilo.Este álbum tem uma gravação muito boa, que soa extremamente cristalina, com um som agressivo e rápido jamais visto até então, com uma técnica instrumental, destreza, malícia, e uma carga absurda de energia, oriunda de quatro jovens da BayArea de San Francisco, Califórnia.Um mix insano de Motorhead, Diamond Head, Venom, com uma identidade própria, e acima de seu tempo. A formação clássica até hoje mais lembrada e eternizada pelas figuras de: James Hetfield (Guitarra e Vocais), Lars Ulrich (Bateria), Kirk Hammett (Guitarra Solo) e Cliff Burton (Baixo). Todas as músicas são clássicas sem exceção.

Track List:

Hit the Lights, The Four Horsemen, Motorbreath, Jump In the Fire, Anestesia (Pulling Teeth), Whiplash, Phantom Lord, No Remorse, Seek and Destroy, Metal Militia.

Exodus – Bonded by Blood (1984)

Este álbum praticamente pode ser considerado ao lado do “Kill em All” do Metallica, como o cerne do thrash metal, pois nele você encontra tudo que o estilo tem a oferecer de melhor, e em abundância, ou seja: um ataque insano de guitarras jamais visto até então, a cargo de uma das melhores e mais consistentes duplas de guitarristas da história, Gary Holt e Rick Hunolt, com toda a massa sonora contemplada de forma contundente, pelo exímio baterista Tom Hunting, descomunal neste play de estréia. Finalizando a formação da banda, temos o competente baixista Rob McKillop, completando a cozinha do time, e o eterno, único e magistral frontman Paul Baloff, em vocalizações agressivas e matadoras. Tudo o que encontramos aqui é clássico, assim como todas as faixas sem exceção. Item obrigatório.

Track List:

Bonded by Blood, Exodus, And The There Were None, A Lesson In Violence, Metal Command, Piranha, No Love, Deliver Us to Evil, Strike

Slayer – Show no Mercy (1984)

Aqui o mal não tem fronteiras, como já diz a primeira faixa do álbum, e este pode ser considerado um dos pioneiros do metal extremo mundial. Naquele momento o Slayer era a banda mais radical do planeta, sendo influenciado diretamente pelo radicalismo do Venom, o heavy metal do Judas Priest, e a velocidade do Motorhead, sendo referência máxima de todas as vertentes mais pesadas que vieram depois, ao longo dos anos, como o death metal e grindcore. Uma grande parte deste extremismo é oriundo da própria formação da banda, que era um mix de americanos nas guitarras, com a bombástica e cirúrgica dupla Kerry King e Jeff Hanneman, completada por uma cozinha sul americana/central, com Tom Araya (Baixo e Vocal), e o cubano Dave Lombardo (Bateria). Com essa união intercontinental, o Slayer é hoje uma das maiores bandas do heavy metal, sendo respeitada, amada, e seguida por uma legião de fans ao redor do planeta.

Track List:

Evil Has No Boundaries, The Antichrist, Die By the Sword, Fight till Death, Metal Storm (Face
the Slayer), Black Magic, Tormentor, The Final Command, Crionics, Show No Mercy.

Metallica – Ride the Lightning (1984)

Um ano após o batismo de fogo no heavy metal, com o seminal álbum Kill em All, o Metallica a pedido do baterista Lars Ulrich, resolvem partir para a Copenhagen (Dinamarca), com o objetivo de gravar um disco mais limpo e tolhido que o anterior, e também com a ambição de conquistar uma base de fans no continente europeu. Com uma produção superior a cargo de Flemming Rasmussen, o Metallica mostra neste álbum um direcionamento mais melódico, e com um som mais cadenciado, e não menos pesado. O disco já abre como o festin thrash “Fight Fire with Fire” de uma magnitude e brutalidade inéditas no metal, seguida pela faixa título, que é um dos maiores clássicos da banda, uma verdadeira viagem insólita no raio, como sugere a mesma. A primeira balada da banda também foi registrada neste clássico, “Fade to Black”, com claras influências de Pink Floyd e Black Sabbath, mostrando visivelmente a contribuição melódica do “novo” membro da banda, o guitarrista Kirk Hammett, influenciado por Michael Schenker (UFO) e Uli Roth (Scorpions), e que veio oriundo do Exodus, substituindo Dave Mustaine, que formaria o Megadeth em seguida, e inclusive diversas faixas deste álbum são de sua co-autoria. Simplesmente um diamante em uma pilha de minério, Ride the Lightning estará sempre em qualquer Top 10 do metal.

Tracklist:

Fight Fire with Fire, Ride the Lightning, For Whom the Bell Tolls, Fade to Black, Trapped Under Ice, Escape, Creeping Death, The Call of Ktulu.

Slayer – Hell Awaits (1985)

Com o lançamento deste segundo álbum, o Slayer mostra ao mundo um thrash metal visceral, como uma evolução musical notória em relação ao primeiro álbum Show no Mercy, lançado apenas um ano antes, com músicas longas, mais progressivas e cadenciadas, mas não menos provocativas e perturbadoras para os padrões da época. A banda chegou a um nível de extremismo musical e visual, nunca antes visto, com letras polêmicas, e uma postura radical que se traduzia na sua sonoridade, já flertando com o que viria a se chamar death metal. Esta pérola da brutalidade, já inicia os serviços com a faixa título, o grande destaque do álbum, uma espécie de mantra da escuridão, com sua introdução com o nome da faixa sendo pronunciado por almas ecoando-a ao contrário, soando como “join us” (junte-se a nós), tornando-se um dos maiores clássicos da banda. Merecem destaque além da faixa título, as músicas: Kill Again, At Dawn they Sleep, Praise of Death e Necrophiliac.

Tracklist:

Hell Awaits, Kill Again, At Dawn they Sleep, Praise of Death, Necrophiliac, Crypts of Eternity,
Hardening of the Arteries.

ANTHRAX – SPREADING THE DISEASE (1985)

Na data de 30 de outubro de 1984 o Anthrax lança seu segundo álbum Spreading the Disease, que marca a entrada de dois membros que seriam fundamentais, para toda a carreira da banda até os dias de hoje: Frank Bello (Baixo) no lugar de Dan Lilker, que formaria o Nuclear Assault, e o excepcional vocalista Joey Belladona, no lugar de Neil Turbin, que levou a banda a outro patamar musical, conferindo melodia nos refrões, muita agressividade nas linhas vocais, além da presença de palco marcante e única, sendo uma das figuras mais carismáticas e queridas no metal. O disco traz uma evolução notória em relação ao primeiro registro, com muita influência de Iron Maiden, Diamond Head, Kiss, e com os primeiros traços de crossover (metal + hardcore) na sua sonoridade. Os destaques do álbum estão nas músicas: Madhouse, The Enemy e Medusa.

Tracklist:

A.I.R., Lone Justice, Madhouse, S.S.C./Stand or Fall, The Enemy, Aftershock, Armed and Dangerous, Medusa, Gung Ho.

DESTRUCTION – INFERNAL OVERKILL (1985)

Na primeira metade de 1985, a banda alemã Destruction lança seu primeiro álbum completo, já que havia aparecido no ano anterior com o excelente EP de estréia, SentenceofDeath, já demostrando uma sonoridade distinta dos padrões americano e britânico, soando como um thrash metal épico e agressivo sob uma doutrina européia. Infernal Overkill é um álbum de vanguarda musical acima do seu tempo, uma obra-prima sem precedentes que marcou a cena dos anos 80, já começando pela magistral arte de capa, que traduz o sentimento do metal da década de ouro. Pode-se dizer que soa como um mix do Metallica (Kill em All), Motorhead, Venom e Iron Maiden, obviamente nas fases dos primórdios destas respectivas bandas. Seria um sacrilégio destacar alguma faixa em especial, pois o álbum é musicalmente de um poder de fogo e bestialidade, sendo naquele momento era uma das mais extremas do planeta em som e visual, ao lado do Slayer e Possessed.

Tracklist:

Invisible Force, Death Trap, The ritual, Tormentor, Bestial Invasion, Thrash Attack, Antichrist, Black death.

Slayer – Reign in Blood (1986)

Após se consolidar como um dos maiores expoentes do thrash metal do mundo, o Slayer neste álbum sintetizou tudo em termos de agressão e brutalidade, na sua melhor expressão musical, com uma produção cristalina e de alto nível, com performance avassaladora da banda em estúdio, destacando a eternizada dupla de guitarristas Kerry King e Jeff Hanneman, que vomitam um rifferama intenso e insano durante todo o álbum, além de solos esquizofrênicos surreais na linha característica da banda, completando o time com os screams mortais e timbre vocal marcante, sob o comando de Tom Araya (Baixo e Vocal), e o monumental baterista Dave Lombardo destilando agressão sonora, sendo a força motriz desta máquina de destruição em massa chamada Reign In Blood. Este álbum pode ser considerado como uma espécie de princípio fundamental do metal extremo, absolutamente pode ser definido como o melhor álbum de thrash metal da história, ao lado do Master of Puppets do Metallica, curiosamente ambos lançados no mesmo ano (1986).

Tracklist:

Angel of Death, Piece by Piece, Necrophobic, Altar of Sacrifice, Jesus Saves, Criminally Insane, Reborn, Epidemic, Postmortem, Raining Blood.

Kreator – Pleasure to KIll (1986)

Um ano após lançar seu álbum de estréia Endless Pain, e causar ótima impressão no público headbanger, o Kreator lança um dos álbuns mais extremos dos anos 80, que ao lado de Darkness Descends (Dark Angel) e Reign in Blood (Slayer), figuravam entre os lançamentos mais rápidos e agressivos do thrash metal, naquele momento já flertando com o death metal, com um estilo rápido, visceral, sendo referência para o atual metal extremo. O Kreator, ao lado do Destruction eSodom, formaram o trio mais representativo do thrash metal germânico, carregando uma forte influência do Slayer e Venom, mas com um jeito europeu peculiar e distinto de fazer metal, surgindo o híbrido death/thrash. Neste álbum radical e com uma das melhores artes de capa da história, merecem destaque as faixas: Pleasure to Kill, Riot of Violence, The Pestilence e Under the Guillotine.

Tracklist:

Choir of the Damnned, Ripping Corpse, Death is Your Saviour, Pleasure to Kill, Riot of Violence, The Pestilence, Carrion, Command of the Blade, Under the Guillotine.

Metallica – Master of Puppets (1986)

No dia 3 de março de 1986, o Metallica lança talvez o maior álbum de heavy metal de todos os tempos, alcançando o patamar de monstros sagrados como: Black Sabbath (Volume 4), Iron Maiden (the Number of the Beast) e Judas Priest (British Steel). Em seu terceiro álbum de estúdio, Master of Puppets, a banda consolida de forma arrebatadora e contundente o seu lugar vitalício entre as maiores bandas de metal do mundo, sendo a maior absoluta do estilo thrash metal. O álbum funde com maestria a agressividade e velocidade de Kill ‘Em All, com a técnica e melodia de Ride the Lightning, em composições extremamente elaboradas, com riffs e solos complexos,  e com um trabalho de guitarras memorável a cargo dos mestres James Hetfield e Kirk Hammett, contemplado pela magistral cozinha formada por Cliff Burton (Baixo), que aqui já era considerado como sucessor direto de Steve Harris (Iron Maiden), mas que infelizmente veio a óbito meses depois do lançamento, em turnê européia, num fatídico acidente de ônibus; destacando-se também pela destreza e técnica, o baterista Lars Ulrich, que completa a cozinha monumental dos mestres de fantoches. Se a intenção da banda no play anterior, Ride the Lightning, era de conquistar uma forte base de fans na Europa, em Master of Puppets o raio de influência Metallica, atingiu toda a face da terra, conquistando milhares de exércitos de fans. Para se ter uma idéia da magnitude deste álbum, o mesmo é considerado como patrimônio cultural dos Estados Unidos da América.

Tracklist:

Battery, Master of Puppets, The Thing that Should Not Be, Welcome Home (Sanatarium), Disposable Heroes, Leper Messiah, Orion, Damage Inc.

 

E ai, gostou de nossa lista? Fique ligado que em breve teremos a continuação deste post com os 35 melhores albuns da historia do Thrash Metal!

 

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7 thoughts on “Thrash Metal: Os 35 Melhores Álbuns da História – Parte I

  1. Geraldo Saldanha Filho says:

    Na espera dos álbuns do TESTAMENT, DEATH ANGEL, DARK ANGEL, NUCLEAR ASSAULT, MEGADETH e PANTERA. Bandas seminaristas do estilo THRASH METAL.

  2. eleusis campos de souza says:

    Com certeza, bons tempos, que só quem viveu sabe o que os anos oitenta representou para o metal, WHIPLASH “POWER AND PAIN”, para mim o melhor album de thrash metal dos anos 80.

  3. Pingback: Thrash Metal: Os 35 Melhores Álbuns da História – Parte II » AltaVoltagem Rock Wear

  4. Da says:

    Retiro o que eu disse, n tinha visto a 2a parte, mas Peace Sells e Rust in Peace são muito melhores que So far So good… So what?

  5. Pingback: Thrash Metal: Os 35 Melhores Álbuns da História – Parte III » AltaVoltagem Rock Wear

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